Brasil, 15 de dezembro de 2025
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Suprema Corte dos EUA analisa legalidade de tarifas de Trump

Audiências na Suprema Corte dos EUA indicam resistência contra tarifaço de Trump, com decisão prevista para o próximo semestre

A Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu nesta semana as audiências sobre o debate legal envolvendo as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Especialistas avaliam que o tribunal não parece favorável ao governo, indicando possíveis obstáculos na justificativa legal de Trump para a aplicação das tarifas sobre importações, avalia o professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Carlos Frederico de Souza Coelho.

Questionamentos sobre a legalidade das tarifas e o papel do tribunal

Durante as audiências, o juiz questionou o uso de uma lei que atribui ao Executivo o poder de estabelecer tarifas em situações de emergência. Segundo Coelho, essa base legal é bastante frágil e está sendo rigorosamente analisada pela Corte, que pode definir a nulidade das tarifas impostas por Trump.

Diferenças entre cortes e impacto nas decisões

O professor destaca que, ao contrário da Suprema Corte brasileira, os juízes americanos fazem perguntas e expressam suas dúvidas explicitamente durante as audiências. “A forma de questionamento revela que a avaliação do tribunal não é favorável às justificativas do governo Trump”, explica.

Pontos controversos na argumentação de Trump

Trump argumenta que as tarifas não seriam impostos, mas uma forma de regulação de importações, uma atividade que, segundo ele, seria de responsabilidade do Executivo. No entanto, essa alegação é contestada por juristas, já que o presidente não teria poder de implementar tarifas de maneira unilateral, sem autorização legislativa, como explica Coelho.

Após as audiências, há uma discussão sobre o que aconteceria caso as tarifas sejam consideradas ilegais. Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, afirmou que a devolução de recursos aos importadores, caso isso aconteça, seria uma “confusão” e poderia prejudicar as finanças públicas.

O possível plano B de Trump e suas implicações

Uma hipótese levantada por especialistas é a criação de licenças de importação, uma alternativa legal que poderia substituir ou complementar as tarifas, caso elas sejam anuladas. “Trump poderia usar licenças de importação para aumentar custos de importação, mesmo sem poder editar tarifas”, explica Coelho.

Riscos e o futuro do caso

O especialista indica que essa estratégia, embora tecnicamente plausível, não foi utilizada antes e apresenta diversas fragilidades jurídicas. A decisão da Corte deve ocorrer em até quatro meses, podendo ficar para o próximo ano, o que mantém a pressão sobre as negociações comerciais entre EUA e outros países, incluindo o Brasil, que já conta com sinais de aproximação entre os governos.

Próximos passos e possíveis desdobramentos

Após a elaboração dos votos preliminares, a decisão poderá ser majoritária, minoritária ou divergente. Lula já declarou que, caso as negociações comerciais avancem lentamente até a cúpula da COP 30, entrará em contato com Trump para buscar soluções diplomáticas.

A análise da Suprema Corte é crucial para definir o futuro das tarifas de Trump e poderá impactar as relações comerciais dos Estados Unidos com o resto do mundo nos próximos meses.

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