O bispo clandestino Julius Jia Zhiguo, conhecido por sua firmeza na fé e por sua resistência às perseguições do governo chinês, morreu em 29 de outubro aos 90 anos, na Diocese de Zhengding, na província de Hebei. Sua trajetória é marcada por décadas de opressão, mas também por um forte espírito missionário e compromisso com a Igreja Católica.
Histórico e legado do bispo Julius Jia Zhiguo
Nascido em 1º de maio de 1935, na vila de Wuqiu, na cidade de Jinzhou, Zhiguo foi ordenado sacerdote em 1980 pelo bispo Fan Xueyan, de Baoding. Posteriormente, foi consagrado bispo da Diocese de Zhengding, uma igreja não formalmente reconhecida pelo governo comunista chinês, mas alinhada à comunhão com Roma. Segundo o Vatican News, seu propósito sempre foi promover a evangelização e fortalecer a fé na clandestinidade.
Em entrevista à La Stampa, em 2016, Zhiguo destacou os desafios enfrentados durante sua trajetória, lembrando que desde os tempos de seminarista começou a experimentar dificuldades. “De 1963 a 1978 trabalhei como trabalhante forçado em regiões remotas, frias e hostis”, contou. Ele também revelou que perdeu a conta das vezes em que foi preso por sua atividade religiosa.
Perseverança em meio à perseguição
As últimas prisões do bispo ocorreram em 2020, conforme relatório da UCA News, que também revela que Zhiguo foi vítima de diversas detenções ao longo dos anos. Sua dedicação à Igreja nunca arrefeceu, mesmo diante de prisões, cárcere ou trabalho forçado. “Minha vida se resume a falar de Jesus. Não tenho nada mais para dizer ou fazer. Todos os dias, minha missão é anunciar a Jesus Cristo”, afirmou.
Compromisso com a missão e com a Igreja
Além de promover a evangelização, Zhiguo se dedicava à formação sacerdotal, ao cuidado com crianças com deficiências e à manutenção da comunhão com Roma, apesar das dificuldades impostas pelo regime chinês. Sua perseverança o transformou em símbolo da resistência da Igreja clandestina na China.
Impacto e reconhecimentos
Apesar do isolamento imposto pelo governo, o bispo foi reconhecido mundialmente por sua dedicação e coragem. Sua vida é um exemplo de fé e resistência, inspirando muitos na Igreja que permanece firme na China e ao redor do mundo.
Segundo a fonte, o legado de Zhiguo reforça a importância da liberdade religiosa e do compromisso pela fé, mesmo nas condições mais adversas. Sua morte marca o fim de uma era de resistência silenciosa, mas também de esperança para muitos fiéis que continuam a pé na sua luta por liberdade de culto.
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