O ex-presidente Donald Trump voltou a atacar a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, alegando que durante seu discurso na Assembleia Geral, na manhã anterior, ocorreu uma suposta “tripla sabotagem”. Ele afirmou que eventos como a parada do elevador, mau funcionamento do teleprompter e falhas no sistema de som foram propositalmente causados para prejudicá-lo, segundo publicação em sua rede social Truth Social.
Acusações de sabotagem na ONU
Trump denunciou, em um post, que as falhas foram "uma sabotagem tripla" e que enviará uma cópia da queixa ao secretário-geral da ONU, exigindo uma investigação imediata. Segundo ele, a interrupção do elevador enquanto estava a bordo, a falha do teleprompter e as supostas falhas no sistema de som configuraram uma estratégia de embaraço durante sua fala.
Resposta da ONU às alegações
A Organização das Nações Unidas respondeu às acusações na última terça-feira, indicando que um videomaker da delegação dos Estados Unidos pode ter ativado uma função de segurança no elevador, provocando a parada sim. Além disso, um representante da ONU explicou que o sistema de som foi projetado para transmitir traduções em vários idiomas aos presentes na sala.
Um oficial da ONU afirmou ainda que a equipe da Casa Branca era responsável pelo teleprompter durante o discurso, enquanto uma fonte do governo americano afirmou que o monitoramento do equipamento era de responsabilidade do time da ONU, conforme apuração da CNN.
Controvérsia sobre o sistema de som
Trump também alegou que os participantes só conseguiam ouvir seu discurso através de um sistema de intérpretes, o que foi desmentido por um oficial da ONU. Segundo o representante, a instalação foi feita para facilitar a audição das traduções simultâneas, oferecendo o áudio em seis idiomas via earpieces.
Contexto e críticas adicionais
A denúncia de Trump ocorre num contexto de duras críticas à ONU, que ele vem fazendo há anos. Em um de seus tweets, o ex-presidente afirmou que “não é de se surpreender que a ONU não consiga cumprir sua missão”, reforçando sua insatisfação com a instituição internacional.
A resposta oficial da ONU não foi imediata. Especialistas avaliam que as alegações de sabotagem podem estar ligadas às tensões políticas no momento, e que a situação, embora incomum, deve ser objeto de investigação rigorosa para esclarecer os fatos.
Este episódio reforça o clima de desconfiança entre o ex-presidente e a organização internacional, além de suscitar dúvidas sobre a condução de eventos diplomáticos em grandes palcos globais.