A deputada americana Marjorie Taylor Greene (Georgia), conhecida por seu posicionamento conservador e alinhamento ao movimento MAGA, está se distanciando do partido Republicano. Recentemente, ela manifestou forte oposição ao método da liderança do partido ao apoiarem a liberação de documentos relacionados a Jeffrey Epstein, uma questão que a coloca em rota de colisão com a Casa Branca.
Disputa interna e apoio à transparência
Greene foi a primeira republicana a classificar a guerra em Gaza como genocídio, em julho passado, e agora atua para pressionar o governo a divulgar arquivos secretos ligados a Epstein. Ela apoiou uma petição de retirada de votos que busca obrigar a administração a liberar todos os documentos relacionados ao financista americano, que morreu em 2019 sob circunstâncias controversas.
Em resposta, o governo Biden afirmou que colaborar com a liberação dos arquivos seria "um ato hostil ao governo", o que aprofundou a divisão com a deputada. Em entrevista ao The New York Times, Greene declarou que enfrentou críticas de assessores próximos do Gabinete Oval, às quais respondeu com contundência.
Contra as pressões e a lealdade a Trump
"Eu não trabalho para vocês; eu trabalho pelo meu distrito", afirmou Greene, refletindo seu posicionamento independente. Ela criticou a tática de coação de membros do partido e destacou que não se impressiona com ameaças de primárias ou exclusões de eventos na Casa Branca.
Apesar de sua postura, Greene ainda considera Donald Trump seu "presidente favorito" e acredita que ele recebe informações incorretas. "Se eu conseguir tirar o presidente Trump dessa situação, acho que ele está no caminho certo", afirmou.
Temas de prioridade e perspectivas futuras
Ela revelou que suas principais preocupações atualmente são saúde, alimentação e energia, criticando o desvio do foco do Congresso para questões como fronteira e imigração — temas que, segundo ela, são o forte da campanha democrata. Sobre o apoio às próximas eleições legislativas, declarou que não se sente inclinada a apoiar nenhum candidato, considerando o cenário partidário uma repetição da velha política que ela rejeita.
Antes de a entrevista ser publicada, Greene compartilhou no X (antigo Twitter) sua postura de apoio à petição com uma mensagem enfática: "Não sou suicida e sou uma das pessoas mais felizes e saudáveis que você conhecerá".
Para compreender em detalhes suas opiniões e estratégias, leia a entrevista completa com Marjorie Taylor Greene.