A Casa Branca enfrentou reações negativas após divulgar uma nova galeria presidencial, que apresenta retratos de todos os presidentes dos Estados Unidos em ordem cronológica. No entanto, o retrato de Joe Biden, que deixou o cargo em janeiro após seu mandato de quatro anos como presidente, foi substituído por uma imagem do autopen, o dispositivo mecânico de assinatura automática.
Motivo da substituição e reação política
O gesto foi interpretado como uma censura ao presidente Biden, em referência às investigações em andamento envolvendo o ex-presidente Donald Trump e o uso do autopen. Trump, que mantém críticas ao dispositivo alegando que é um dos escândalos mais perigosos da história americana, provocou a controvérsia ao promover a imagem no novo espaço.
Após a divulgação do vídeo, que mostrava uma sequência de retratos em preto e branco na parede do Ala Oeste da Casa Branca até a imagem do autopen, o ex-adjunto de imprensa da administração Biden, Chris Meagher, criticou a decisão. “Continua impressionando o quanto a Casa Branca permanece focada na promessa de Trump de reduzir preços e facilitar a vida das famílias,” declarou.
Reações internas e internacionais
Jane Fleming Kleeb, vice-presidente do Comitê Nacional Democrata e presidente do Partido Democrata de Nebraska, também condenou a ação. “Joe Biden dedicou décadas de sua vida ao serviço público com compaixão e força. Substituir seu retrato por uma caneta? Os agricultores perderam mais mercados para a Argentina, e temos problemas maiores,” afirmou.
Internacionalmente, a controvérsia ganhou destaque. Alistair Campbell, ex-secretário de imprensa do governo britânico, classificou a atitude como “doentia” e “anti-americana.”
A reportagem do TIME entrou em contato com a equipe de Biden em busca de comentário. Trump, por sua vez, já havia mencionado anteriormente que pretendia colocar uma “Autopen de Biden” na galeria, e chegou a brincar com a ideia em entrevista ao Daily Caller, em agosto, dizendo que essa seria uma marca do mandato do oponente.
Perspectivas futuras
A controvérsia reforça as tensões políticas em meio à batalha simbólica pelo legado presidencial e pelas narrativas recentes da política americana, em um período marcado por investigações e disputas públicas acirradas.