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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Assessores da PGR são alvos de operação da Polícia Federal

<p> Polícia Federal realiza operação em busca de assessor suspeito de vazamentos de informações sigilosas envolvendo autoridades públicas.</p>

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A Polícia Federal (PF) realizou, nesta segunda-feira (22/9), uma operação sigilosa de busca e apreensão em endereços de um assessor da Procuradoria-Geral da República (PGR). O alvo da ação, Felipe Alexandre Wagner, atua em processos criminais envolvendo autoridades públicas e é suspeito de realizar vazamentos de informações confidenciais.

Operação Sisamnes e os vazamentos

De acordo com as investigações, Felipe Alexandre Wagner é suspeito de enviar informações internas da PGR para os próprios investigados. Os vazamentos estariam ligados a casos que têm origem no estado do Tocantins, revelando uma possível rede de corrupção e tráfico de informações. Durante a operação, a PF recolheu um aparelho celular e um notebook, que podem conter provas substanciais sobre a atuação do assessor e sua ligação com os casos investigados.

A ação faz parte da Operação Sisamnes, que foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. Essa investigação busca esclarecer a venda de decisões judiciais, um crime grave que compromete a integridade do sistema judiciário brasileiro e pode ter consequências sérias para os envolvidos.

Diálogos interceptados revelam conexões suspeitas

O nome de Felipe Alexandre Wagner apareceu em um diálogo interceptado entre o prefeito de Palmas, José Eduardo de Siqueira Campos (Podemos), e Thiago Barbosa de Carvalho, sobrinho do governador Wanderei Barbosa Castro (Republicanos). Este governador está afastado do cargo devido a suspeitas de desvio de recursos públicos.

Segundo informações obtidas, a conversa, que ocorreu no dia 26 de junho de 2024, discutia o vazamento de informações sigilosas relacionadas a operações Fames-19, que levou ao afastamento do governador, e a Maximus, ambas tramitando no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Durante o diálogo, Campos menciona Felipe como um possível contato com acesso a pareceres, o que ajudou a compreender a gravidade de sua situação perante a Justiça.

Demandas da PGR e desdobramentos futuros

A operação contra Felipe Alexandre Wagner foi demandada pela própria Procuradoria-Geral da República, que atua para combater a corrupção e a falta de ética no serviço público. O Metrópoles apurou que a passagem de informações sigilosas é uma dinâmica preocupante no cenário político atual e que traz à tona a necessidade de uma investigação minuciosa para identificar todos os envolvidos e seus respectivos papéis.

Os canais oficiais de comunicação da PGR e da PF foram acionados, mas até o momento da publicação desta reportagem, não houve retorno sobre as informações requisitadas. Isso levanta um ponto importante sobre a transparência e a comunicação ativa com a sociedade, especialmente em casos que envolvem figuras públicas e potenciais crimes que afetam o bem-estar coletivo.

A defesa do assessor, Felipe Alexandre, não foi contatada até a publicação desta matéria. Este silêncio pode indicar que uma estratégia de defesa está sendo planejada, ou pode ser uma tentativa de resguardar o cliente até que todos os fatos sejam esclarecidos.

Com o desenrolar das investigações, espera-se que mais informações surjam e que os responsáveis por possíveis irregularidades sejam responsabilizados. A sociedade brasileira clama por justiça e por um sistema que opere de forma limpa e eficiente, livre de corrupção e malversação de recursos públicos.

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