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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Milagre do sangue de São Januário é anunciado em Nápoles

<p> Relíquia de São Januário liquefez-se novamente, reafirmando sua importância espiritual e a fé da comunidade napolitana</p>

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Nápoles celebrou o milagre da liquefação do sangue de São Januário nesta sexta-feira, 19 de setembro de 2025, com a relicária antiga que voltou a mostrar seu aspecto líquido, como tradição. A cerimônia contou com a presença do arcebispo de Nápoles, cardeal Domenico Battaglia, que realizou a exibição do vaso contendo o sangue do santo padroeiro, durante a missa matinal na catedral.

O milagre da liquefação e a fé napolitana

De acordo com o abade Monsenhor Vincenzo De Gregorio, o relicário foi considerado totalmente líquido novamente, um sinal que o próprio monge descreveu como uma “convite a confiar tudo em Deus”. Como de costume, o anúncio do milagre foi marcado pelo gesto simbólico de um dos membros da colezinha de São Januário sacudindo um lenço branco, demonstrando a transformação da relíquia.

Durante a celebração, o cardeal Battaglia colocou a ampola na altura do altar alto, para que todos os fiéis pudessem ver, e depois desceu até o povo, em uma demonstração carregada de emoção litúrgica. A missa foi marcada por cânticos religiosos e uma mensagem de solidariedade do padre Gabriel Romanelli, pároco de Gaza, que agradeceu o apoio espiritual e material recebido pela comunidade local.

Reflexões do arcebispo e o simbolismo do sangue

Na homilia, o arcebispo destacou a conexão do milagre com os tempos atuais, especialmente em relação às guerras no Oriente Médio. “É o sangue de cada criança de Gaza que está exposto nesta catedral”, afirmou. “Nápoles permanece em silêncio como o mar quando o vento diminui. Uma paz interior, um dia de fé e identidade”.

Ele também ressaltou: “As ruas transformam-se em nave, as varandas se tornam corais, a cidade vira uma grande catedral. Aqui comemoramos não um troféu, mas uma memória viva: a de mártires que o amor não abandonou”.

Inspirando-se no Evangelho de Marcos — “Quem perder sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará” — o arcebispo refletiu: “São Januário atravessou essa ponte com toda a sua essência: sua carne se entregou, o medo foi vencido, a liberdade foi restituída ao Criador”.

Ele continuou: “Ele não optou por salvar-se, mas por doar-se. E o sangue, que para os violentos era símbolo de esquecimento, tornou-se uma voz. Ainda hoje, prega na cidade e conclama a confiar mais no evangelho do que em qualquer cálculo ou prudência”.

O significado do milagre e o convite à confiança

O relicário contém o sangue seco de São Januário, morto por volta do ano 305, guardado em duas ampolas de vidro na Capela do Tesouro da Catedral de Nápoles. A liquefação ocorre três vezes ao ano: na transferência de suas relíquias para a cidade, na festa litúrgica do santo e na comemoração da erupção do Monte Vesúvio de 1631, evento em que sua intercessão teria protegido a cidade.

Segundo o relato, o milagre desta sexta-feira reforça a fé e a esperança dos fiéis napolitanos, além de simbolizar o compromisso de confiança e entrega total a Deus, especialmente em tempos de dificuldades e conflitos. Para aprofundar, leia também o artigo sobre o milagre do sangue de São Januário.

Esta história foi publicada originalmente pela ACI Stampa e adaptada pela CNA, reforçando a dimensão internacional do relato e a tradição religiosa do milagre que continua a atrair fiéis e curiosos.

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