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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Him: estilo e mensagem contundente sobre o culto ao futebol

<p> Filme critica a obsessão americana pelo futebol e revela os perigos por trás da cultura de macho e violência no esporte</p>

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O filme Justin Tipping, Him, aborda de forma contundente a obsessão dos americanos pelo futebol, explorando os efeitos desse culto à força e à masculinidade na sociedade. Na história, Cameron Cade, um jovem atleta dedicado, busca alcançar destaque em uma liga fictícia, enquanto enfrenta experiências cada vez mais sombrias durante treinos no deserto com seu ídolo, Isaiah White.

Crítica social e estética no filme Him

Com uma estética estilizada, Him traz cenas marcantes, como a visão em raios-X de cabeças de jogadores chocando-se, reforçando a violência implícita no esporte e na cultura que o veneram. O diretor Justin Tipping demonstra criatividade ao mesclar elementos de horror e crítica social, embora, em alguns momentos, a narrativa exiba um fio condutor demasiado óbvio.

Tyriq Withers, no papel de Cade, entrega uma atuação cheia de promessa, carregando a esperança de um jovem que deseja provar sua força enquanto luta contra as pressões familiares e sociais. Marlon Wayans, como Isaiah White, apresenta um personagem sombrio e manipulado, cujas intenções malévolas se tornam cada vez mais evidentes.

Temas abordados e impacto do filme

Him não é apenas uma reflexão sobre o esporte, mas uma crítica à estrutura racial e empresarial que sustenta o futebol americano na cultura norte-americana. O roteiro, assinado por Tipping, Zack Akers e Skip Bronkie, expõe de forma direta e até didática as verdades que muitos preferem ignorar, evidenciando a toxicidade de uma masculinidade construída por força e violência.

Segundo a crítica, o filme poderia ganhar mais impacto com menos exposição direta de suas intenções, confiando mais na força visual e simbólica de cenas como a do crânio esmagado. Ainda assim, consegue despertar reflexões importantes, principalmente ao mostrar que a brutalidade no esporte reflete uma cultura que valoriza a resistência física acima do bem-estar psicológico.

Perspectivas e críticas à narrativa

Apesar do potencial visual, Him é apontado como um filme que, por vezes, se deixa levar por uma mensagem pesada, sem inovação narrativa. A produção conta com a produção de Jordan Peele, o que reforça sua preocupação com temas sociais relevantes envolvidos em uma roupagem de horror.

Para alguns críticos, o longa funciona como um alerta sinistro às consequências do culto ao corpo e à força, especialmente dentro de uma lógica racista e excludente. Outros destacam que, ao tentar ser mais do que uma simples crítica, o filme acaba por exagerar na mensagem direta, prejudicando sua ambição artística.

Próximos passos e impacto cultural

Him reforça o debate sobre os perigos de uma cultura que valoriza a violência e a dureza como virtudes, especialmente no esporte que faz parte da identidade nacional dos Estados Unidos. É uma obra que, de maneira estilizada, deixa um questionamento: até que ponto essa obsessão deve ser aceitável ou questionada?

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