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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Câmara aprova PEC da Blindagem com retorno da votação secreta

<p> A PEC da Blindagem, que restabelece a votação secreta, foi aprovada na Câmara com 314 votos, incluindo 23 de deputados baianos.</p>

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No dia 17 de setembro de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3 de 2021, amplamente conhecida como PEC da Blindagem. A medida foi aprovada com 314 votos favoráveis, sendo 23 votos provenientes de deputados da Bahia. Essa proposta visa restabelecer a votação secreta para processos que envolvem a abertura de investigações contra parlamentares, suscitando opiniões divergentes e um intenso debate no âmbito político nacional.

Votação dos deputados baianos

Com um total de 39 deputados federais eleitos pela Bahia, 35 deles se pronunciaram sobre a PEC, com 12 votando contra a proposta que busca garantir a confidencialidade na avaliação de processos contra membros do legislativo. A votação de quinta-feira revelou um quadro dividido, especialmente entre os deputados mais votados do estado.

Dos cinco deputados federais mais votados na Bahia, dois manifestaram apoio à PEC – Elmar Nascimento e Neto Carletto. Por outro lado, Otto Filho e Diego Coronel se posicionaram contra a proposta, enquanto Antonio Brito não participou da votação.

Um levantamento dos votos revela a polarização nas opiniões dos representantes baianos, refletindo a diversidade de pensamentos em relação à transparência e responsabilidade no Parlamento. Confira a lista com a posição de cada deputado:

  • Adolfo Viana (PSDB-BA): sim
  • Alex Santana (Republicanos-BA): sim
  • Alice Portugal (PCdoB-BA): não
  • Antonio Brito (PSD-BA): não votou
  • Arthur O. Maia (União-BA): sim
  • Bacelar (PV-BA): não
  • Capitão Alden (PL-BA): sim
  • Charles Fernandes (PSD-BA): não votou
  • Claudio Cajado (PP-BA): sim
  • Dal Barreto (União-BA): sim
  • Daniel Almeida (PCdoB-BA): não
  • Diego Coronel (PSD-BA): sim
  • Elmar Nascimento (União-BA): sim
  • Félix Mendonça Jr (PDT-BA): sim
  • Gabriel Nunes (PSD-BA): sim
  • Ivoneide Caetano (PT-BA): não
  • João Leão (PP-BA): não votou
  • João Carlos Bacelar (PL-BA): sim
  • Jorge Solla (PT-BA): não
  • José Rocha (União-BA): sim
  • Joseildo Ramos (PT-BA): não
  • Josias Gomes (PT-BA): não
  • Leo Prates (PDT-BA): sim
  • Leur Lomanto Jr. (União-BA): sim
  • Lídice da Mata (PSB-BA): não
  • Márcio Marinho (Republicanos-BA): sim
  • Mário Negromonte J (PP-BA): sim
  • Neto Carletto (Avante-BA): sim
  • Otto Alencar Filho (PSD-BA): não
  • Pastor Isidório (Avante-BA): não
  • Paulo Azi (União-BA): sim
  • Paulo Magalhães (PSD-BA): sim
  • Raimundo Costa (Podemos-BA): sim
  • Ricardo Maia (MDB-BA): não votou
  • Roberta Roma (PL-BA): sim
  • Rogéria Santos (Republicanos-BA): sim
  • Valmir Assunção (PT-BA): sim
  • Waldenor Pereira (PT-BA): não
  • Zé Neto (PT-BA): não

Contexto da votação nacional

No cenário nacional, A PEC foi aprovada com o voto de 314 dos 482 deputados que participaram da votação. O Partido Liberal (PL) foi o único a votar com unanimidade a favor da PEC, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) se destacou por sua forte oposição, com 88% dos votos contra.

A proposta, ao garantir o retorno da votação secreta, levanta preocupações sobre a transparência nas atividades legislativas e a responsabilização dos parlamentares, temas que têm sido amplamente debatidos pela sociedade civil e pela mídia. A polarização da votação entre os diferentes partidos reflete o caráter controverso da medida e a divisão de opiniões dentro da Câmara.

Implicações da aprovação da PEC

A reproposição do voto secreto pode impactar significativamente a política brasileira, aumentando a proteção a parlamentares sob investigação e desafiando movimentos pela transparência que ganharam força nos últimos anos. A decisão da Câmara também pode repercutir entre eleitores que esperam uma maior responsabilidade e abertura nos processos legislativos.

À medida que o Brasil observa essas mudanças, o debate sobre a PEC da Blindagem deverá continuar nos próximos meses, sendo um reflexo das demandas sociais por um Parlamento mais responsável e transparente, que atenda às necessidades da população.

Com a votação da PEC da Blindagem e suas repercussões, a política brasileira entra em um novo capítulo, onde a luta por transparência e ética parlamentar segue em evidência. Os próximos passos e as reações da sociedade civil serão cruciais para moldar o futuro desse tema.

Para mais notícias sobre a política na Bahia e no Brasil, continue acompanhando as atualizações do g1.

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