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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Viúvas encontram consolo na fé durante Jubileu da Consolação em Roma

<p> Norma Pérez e Olga Pallares, ambas viúvas há anos, compartilham esperança e fé em evento que reforça a vida após a perda</p>

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Norma Pérez, viúva há cinco anos, e Olga Pallares, há dois, participaram nesta semana do Jubileu da Consolação em Roma, testemunhando que a morte não é o fim. Elas, amigas há mais de 30 anos, sofreram perdas profundas, mas encontraram na fé uma fonte de esperança e renovação espiritual.

‘Uma parte dele permanece conosco’

Durante a vigília com o Papa Leão XIV, Pérez ressaltou que a fé consegue transformar a dor: “Uma parte dele ficou com a gente. Não estamos completamente vazias. Somos preenchidas com a outra metade que partiu”, declarou à ACI Prensa, parceiro de notícias em espanhol da CNA. Ela afirma que, apesar do sofrimento, sua fé se fortaleceu.

Norma Perez e seu marido, Juan, ministraram encontros de preparação para o casamento na Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, em Buenos Aires. Crédito: Cortesia da família Pérez
Norma Perez e seu marido, Juan, ministraram encontros de preparação para o casamento na Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, em Buenos Aires. Crédito: Cortesia da família Pérez

Pérez e Pallares se conheceram no grupo Maranatha, dedicado a acompanhar jovens casais na preparação para o matrimônio. “Dávamos retiros para fortalecer os casamentos”, contou Pérez. Ambos buscaram fortalecer a fé, ensinando orações e princípios para uma união sólida baseada na espiritualidade.

Experiências distintas de fé

Apesar de serem amigas, as duas tiveram trajetórias diferentes na vivência religiosa. Pallares conheceu seu marido na adolescência, enfrentando dificuldades com a família dele, que rejeitava a relação. “Eles eram bem finos, eu não”, relembrou Pallares, que mesmo assim construiu uma história de amor resistente às adversidades.

Rejeição familiar e fé renovada

As rejeições na família do marido foram uma das experiências mais dolorosas. “Eles nunca tiveram afeto pelas minhas filhas e até deserdaram meu marido. Foi terrível”, contou Pallares. Mesmo assim, perseveraram na fé, com Rubén, seu esposo, atuando como ministro extraordinário da Eucaristia na Catedral de Avellaneda, na Argentina.

Nos últimos anos, o câncer de esôfago tirou Rubén da vida. Pallares relata ter enfrentado a doença e a perda com a ajuda de Deus: “Piscava força, levantava-o com facilidade, mesmo sendo duas vezes maior que eu”, lembra emocionada. Ela destaca a constante união com Jesus e a oração como caminhos para superar o sofrimento.

Já Pérez, que não foi batizada ao conhecer Juan, transformou sua relação com Deus após a doença dele. “Minha fé começou do zero, foi uma conversão completa”, explica. Casaram-se na Igreja em 2010, após sua conversão, e enfrentaram juntos o câncer de Juan, que se agravou em 2018.

Encontrando Deus na dor

Desde o diagnóstico, ambos buscaram força na oração. “Ele passava o dia na presença de Jesus, sempre dizia: ‘Nós somos você, Jesus, e eu’”, lembra Pérez. Em 2020, Juan faleceu, mas ela relata que a oração e a devoção à Virgem Maria trouxeram conforto. “Rezei a Chaplet da Misericórdia no momento exato da partida dele. Senti que Maria veio buscá-lo”, confidenciou.

Rubén Pallares foi ministro extraordinário da Eucaristia. Crédito: Cortesia da família Pallares
Rubén Pallares foi ministro extraordinário da Eucaristia. Crédito: Cortesia da família Pallares

Para Pallares, sua caminhada de fé foi marcada por uma espiritualidade profunda e por um percurso de cura interior, que a levou a confiar ainda mais em Deus após a perda do esposo.

Já Pérez, que cresceu em uma família não religiosa, descobriu Deus através do sofrimento de saúde de Juan. Ela contou que, após uma busca pela saúde, encontrou Deus na sua própria dor. Sua conversão ocorreu em 2008, quando ambos passaram a seguir uma vida de fé mais intensa.

Ela lembra que, após a doença de Juan, experimentaram uma “fase de graça”, que lhes trouxe esperança e paz. Apesar do agravamento do câncer em 2018, a despedida de Juan em 2020 foi marcada por uma forte experiência espiritual, que a fortalece até hoje na fé.

O significado do consolo na caminhada cristã

A participação no Jubileu da Consolação reforçou o sentido de que a morte não é uma despedida definitiva, mas uma passagem para a esperança na ressurreição. Essas experiências de fé e de superação inspiram muitas outras pessoas que vivem perdas semelhantes.

Segundo especialistas, o fortalecimento da fé nestes momentos ajuda na recuperação emocional e na aceitação da vida após a perda, promovendo uma verdadeira transformação interior.

Para conhecer mais detalhes dessa história de fé, acesse o artigo completo na Fonte original na ACI Prensa.

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