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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Lee Jae-Myung revela estratégias e mudanças na política da Coreia do Sul

<p> Lee Jae-Myung discute reequilíbrio das alianças, relação com a Coreia do Norte e a nova postura da Coreia do Sul no cenário internacional</p>

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Em uma entrevista exclusiva à TIME, o presidente sul-coreano Lee Jae-Myung, que assumiu o cargo em junho de 2025, falou sobre suas estratégias de diplomacia e as mudanças na política externa do país. Durante a conversa realizada no escritório presidencial em Seul, Lee destacou a necessidade de se ajustar às novas dinâmicas globais, especialmente no que diz respeito às relações com Estados Unidos, China e Coreia do Norte.

Fim do paradigma "U.S. para segurança, China para economia"

Lee afirmou que a tradicional equação de confiar na parceria com os EUA para segurança e na China para assuntos econômicos está ultrapassada. “Não podemos voltar ao antigo modelo, onde a segurança dependia só dos Estados Unidos e o econômico, só da China”, declarou. Ele explicou que a Coreia do Sul pode atuar como uma ponte entre essas duas potências, promovendo uma relação equilibrada e pragmática para evitar a escalada do conflito entre elas.

O político revelou que sua primeira viagem ao exterior foi a Tóquio, antes de seguir para Washington, sinalizando uma mudança na prioridade diplomática do país. Segundo Lee, a gestão de suas relações internacionais deve ser conduzida com diplomacia cuidadosa, reconhecendo a proximidade geográfica e os laços históricos com a China.

Política de engajamento com a Coreia do Norte

Questionado sobre a relação com Pyongyang, Lee defendeu uma abordagem de engajamento moderado para conter o desenvolvimento nuclear do regime de Kim Jong Un. “Se simplesmente dissermos que não toleramos armas nucleares, será que eles param?”, indagou. Para ele, o caminho passa por negociações, buscando um equilíbrio entre pressão e concessões.

Apesar do aumento das tensões globais, especialmente após a invasão russa à Ucrânia em 2022, Lee destacou que a situação econômica da Coreia do Norte piorou. Kim Jong Un teria beneficiado de aproximadamente US$ 20 bilhões com vendas de armas à Rússia, além de apoiar tropas dispostas a lutar ao lado de Vladimir Putin. “Kim não precisa de ajuda da Coreia do Sul neste momento, pois as receitas de guerra mantêm sua estabilidade”, afirmou.

Diplomacia na era das grandes potências

O presidente ressaltou que a política sul-coreana busca um meio termo na complexa relação com as potências mundiais. “Há conflitos entre o que é certo e o que é benéfico na política internacional”, observou, reforçando que a tentativa de alcançar uma completa desnuclearização da Coreia do Norte deve ser acompanhada de negociações pragmáticas.

Lee Jae-Myung também destacou a importância de uma postura flexível diante das mudanças estratégicas globais, reconhecendo que a Coreia do Sul deve ser mais proativa na condução de suas relações exteriores para garantir sua segurança e prosperidade.

Perspectivas futuras

Segundo o presidente, o governo pretende aprofundar o diálogo com os principais parceiros internacionais, buscando um equilíbrio entre segurança e crescimento econômico. A atenção especial será dada ao gerenciamento das relações com China e Estados Unidos, além de manter uma postura de diálogo com a Coreia do Norte, buscando evitar escaladas militares.

Essa nova abordagem, conforme indica Lee Jae-Myung, visa posicionar a Coreia do Sul como um ator estratégico no cenário mundial, capaz de atuar como uma ponte e mediador em momentos de tensão global e regional.

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