Presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (27) que enviará a Guarda Nacional para Memphis, no Tennesse, com o objetivo de combater o aumento da criminalidade na cidade. A decisão conta com o apoio do prefeito democrata e do governador republicano, ambos favoráveis à operação para enfrentar os índices de violência.
Memphis, cidade "profundamente problemática", segundo Trump
Trump afirmou que Memphis está “profundamente problemática” e que a intervenção faz parte de uma estratégia semelhante à adotada em Washington, onde enviou a Guarda Nacional e reforçou a presença de forças federais. "Vamos fazer o que funcionou lá, e vamos resolver também aqui", declarou o presidente em entrevista à Fox News.
Contexto de intervenções anteriores
Desde junho, Trump têm enviado a tropas federais, incluindo a Guarda Nacional, para cidades consideradas de alto risco, como Los Angeles, Washington e outras regiões sob controle federal, mesmo diante de resistência local. Além de 4.000 membros da Guarda, também foram enviados 700 fuzileiros navais ativos para operações específicas.
Rejeição de Chicago e Baltimore
Apesar de demonstrar interesse em atuar em cidades como Chicago e Baltimore, Trump apontou dificuldades devido à forte resistência de políticos locais e a uma percepção de hostilidade nesses ambientes. Ele citou profissionais “agitadores” e “política hostil” como obstáculos que dificultaram sua atuação nessas regiões.
Legalidade e uso da Guarda Nacional
Durante seu mandato, Trump utilizou a Guarda Nacional da cidade de Washington — sob sua autoridade direta como comandante em chefe — para diversas missões, incluindo patrulhamento armado e trabalhos de limpeza. Como a Guarda do Distrito de Columbia atua sob ordens federais, limitações jurídicas sobre uso de força não se aplicam, diferentemente de às forças estaduais.
Especialistas avaliam que a decisão de enviar tropas para Memphis reflete uma estratégia de reforço policial federal para cidades de alto impacto social, apesar das controvérsias sobre o uso da força militar em ambientes civis com forte resistência política.
A medida é vista por alguns como uma tentativa de mostrar força e controlar a violência, enquanto críticos alertam para os riscos de escalada e violação de direitos civis na intervenção militarizada perante comunidades já vulneráveis.
Este assunto foi originalmente publicado pelo HuffPost e tem gerado debates sobre a política de segurança pública nos Estados Unidos.