Na noite de quinta-feira, Jimmy Kimmel abordou, em seu programa "Jimmy Kimmel Live!", a cada vez maior divisão política nos Estados Unidos, especialmente após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, ocorrido nesta semana. O apresentador criticou a ausência de uma mensagem de unidade por parte do atual presidente, Donald Trump, diferentemente de todos os demais líderes do país.
Presidentes dos EUA em busca de união
Jimmy Kimmel mostrou que, após tragédias como tiroteios ou atentados, presidentes anteriores como Barack Obama, Joe Biden, George W. Bush e Bill Clinton emitiram declarações de pacificação e esperança. Segundo o apresentador, esses líderes sempre tentaram promover a união do país em momentos difíceis, algo que, na sua visão, falta na postura de Trump diante das recentes ocorrências.
Ausência de Trump nas mensagens de solidariedade
O humorista destacou que, diferentemente dos seus predecessores, Donald Trump não fez nenhuma declaração de reconciliação após o tiroteio em uma escola de Colorado nesta mesma semana. Em vez disso, o atual presidente responsabilizou os democratas pelo aumento da violência nos Estados Unidos, criticando o discurso de seus opositores.
"Trump preferiu culpar os democratas pela retórica que, segundo ele, alimenta a violência," afirmou Kimmel. O apresentador relembrou declarações polêmicas de Trump, como a sugestão de que apoiadores do Segundo Amendamento poderiam agir contra Hillary Clinton e comentários violentos direcionados ao jornalismo e a adversários políticos.
"Ele disse que talvez os apoiadores do direito de portar armas de fogo deveriam fazer algo, em referência às vítimas de violência," criticou Kimmel. Além disso, citou comentários do presidente que incitaram ao ódio, incluindo a mobilização de uma multidão no Capitólio e ameaças a políticos que se opõem às suas posições.
"Enquanto os outros presidentes tentaram unir o país, Trump preferiu dividir ainda mais," concluiu Kimmel.
O vídeo completo do monólogo está disponível aqui.