Antes do trágico episódio que resultou na morte do ativista conservador Charlie Kirk em Utah, uma matéria do outlet feminista Jezebel gerou grande repercussão ao abordar a venda de feitiços por bruxas do Etsy contra figuras públicas, incluindo Kirk. A publicação, datada de 8 de setembro, trazia um tom satírico e deixou claro que não apoiava violência.
A polêmica e o contexto da matéria
Na reportagem, a autora afirma que comprou feitiços como "FAÇA TODOS O ODEI-LO" e "FEITIÇO PODEROSO" com o objetivo de provocar desconforto, como erupções de espinhas e microfones que travam. A venda desses feitiços é comum na plataforma Etsy, onde há quem ofereça hexes e maldições digitais.
Entretanto, o artigo gerou reações negativas de alguns leitores, que questionaram a relação entre a sátira e o evento trágico de violência contra Kirk. A Jezebel posteriormente adicionou uma nota de esclarecimento, condenando veementemente o ataque e reforçando que a publicação não endossava qualquer tipo de violência física.
Declarações e posicionamentos
Josh Jackson, presidente do Paste Media Group — proprietário da Jezebel — afirmou à Variety que a matéria tinha objetivo satírico, discutindo a venda de feitiços no Etsy e expressando maldade fictícia dirigida ao personagem de Kirk. "Não queríamos causar mal real a ninguém, apenas explorar uma cultura popular de feitiçaria digital de forma humorística", declarou.
Jackson ressaltou ainda que o artigo buscava refletir as táticas de retórica de Kirk ao longo dos anos, e que a tragédia que ocorreu é lamentável e comum na atualidade. "Condenamos qualquer ato de violência e respeitamos a dor de todas as famílias envolvidas", acrescentou.
Outras histórias de bruxas do Etsy e dúvidas sobre a legitimidade
Curiosamente, há relatos recentes de pessoas alegando que feitiços de bruxas do Etsy ajudaram a interromper sequências ruins, como uma equipe de beisebol de Seattle, o que levanta perguntas sobre a real eficácia dessas magias digitais.
A discussão sobre a autenticidade dessas bruxas do Etsy permanece, com alguns defensores acreditando na possibilidade de feitiços informais influenciar acontecimentos, enquanto outros veem tudo como mera diversão ou marketing. Uma coisa é certa: a publicação de Jezebel reacendeu o debate sobre os limites do humor na internet em tempos de violência crescente.
Impactos e reflexões
A tragédia reforça a necessidade de separar a sátira e o humor das ações que podem causar confusão ou preocupação pública. Enquanto a plataforma Etsy continua a vender itens de feitiçaria, o episódio levanta questões sobre os limites éticos de satirizar figuras públicas e a responsabilidade dos meios de comunicação.
Para acessar a matéria original e o posicionamento oficial da Jezebel, clique aqui.