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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

STF condena Jair Bolsonaro em julgamento histórico

<p> A Primeira Turma do STF define condenação de oito réus da trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>

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No último julgamento, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou um momento histórico ao condenar oito réus envolvidos em uma trama golpista, dentre os quais se destaca o ex-presidente Jair Bolsonaro. O processo foi reaberto após uma longa sessão de 13 horas, onde o voto dissidente do ministro Luiz Fux despertou a atenção do público e da mídia.

Expectativa em torno do julgamento

A reabertura dos trabalhos na quinta-feira gerou grande expectativa, principalmente pela possibilidade de condenação dos réus. O clima era de tensão, com o olhar da plateia voltado para a ministra Cármen Lúcia, cujo voto poderia decidir a formação da maioria necessária para a condenação. A ministra foi a quarta a se manifestar e sua posição era vista como crucial.

Tensão entre os ministros

Durante o julgamento, a postura dos ministros também chamou atenção. Enquanto Cármen Lúcia expunha seu voto, Luiz Fux permaneceu cabisbaixo, imagem que foi amplamente comentada nas redes sociais e na imprensa. Como forma de apoio, o ministro Gilmar Mendes, que também estava presente, trocou olhares com Alexandre de Moraes, sinalizando um apoio implícito ao voto da colega.

Interações no plenário

O clima na sala de sessões do STF era notavelmente diferente do dia anterior. Enquanto na quarta-feira Fux pediu que o julgamento seguisse sem interrupções e manifestações, na quinta os chamados apartes foram comuns e tornaram a sessão mais interativa, com direito a apresentações, slides e vídeos. Moraes, por exemplo, utilizou um vídeo de Bolsonaro durante um evento em 7 de setembro de 2021, provocando reações entre os colegas.

A plateia diversificada

A manhã de quinta também foi marcada pela presença de uma plateia mais cheia, com conversas em diferentes idiomas evidenciando a importância do julgamento para a imprensa internacional. No entanto, notou-se a ausência de parlamentares de direita, enquanto figuras como Ivan Valente e Lindbergh Farias assistiram a todo o processo, reforçando sua posição governista.

Momentos de descontração

Apesar da seriedade do momento, houve espaço para algumas interações mais descontraídas. Por volta de 16h54, a postura de Fux começou a mudar ao interagir com o colega Dino. Os dois trocaram sussurros e gestos ao longo da sessão, mostrando que, mesmo em um ambiente de tensão, era possível encontrar momentos de leveza.

A condenação e suas repercussões

Com a proclamação do resultado, ficou clara a condenação de Bolsonaro e outros sete réus, o que trouxe um novo marco na política brasileira. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, fez questão de estar presente no final da sessão, demonstrando apoio ao processo. Barroso, em um gesto simbólico, sentou na bancada ao lado de Zanin, gerando uma atmosfera que foi descrita como "um dia histórico".

O julgamento não apenas trouxe à tona questões de responsabilidade e ética política, mas também revelou os bastidores de um tribunal que, cada vez mais, se mostra como protagonista em momentos decisivos da história brasileira. O impacto desta decisão e suas consequências políticas ainda estão por ser analisados, mas a condenação de Bolsonaro se torna um importante ponto de inflexão no cenário nacional.

À medida que o pós-julgamento se desenrola, a atenção se volta agora para as reações do governo e dos apoiadores de Bolsonaro, que deverão responder a essa reviravolta que pode repercutir em futuras eleições e na integridade do sistema democrático do Brasil.

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