Na quarta-feira, o ativista conservador Charlie Kirk foi baleado enquanto falava na Utah Valley University, despertando uma forte onda de solidariedade entre políticos e apoiadores. Donald Trump, por exemplo, postou mensagens exaltando a trajetória de Kirk, incluindo um pedido de oração, a declaração de luto oficial e a premiação póstuma da Medalha de Liberdade. A reação contrastou com o silêncio do ex-presidente diante do assassinato de Melissa Hortman, deputada democrata de Minnesota, e seu marido, ocorridos meses atrás.
Reações ao assassinato de Charlie Kirk
Imediatamente após a notícia, Trump compartilhou no Truth Social que “todos devemos orar por Charlie Kirk, que foi baleado”, descrevendo-o como “um grande cara de cima a baixo” e posteriormente “uma lenda” e “campeão da liberdade”. O presidente ordenou que a bandeira fosse hasteada a meio-mastro até 14 de setembro em homenagem a Kirk e anunciou que lhe concederá a Medalha Presidencial da Liberdade, chamando-o de “gigante de sua geração”.
Durante sessão na Câmara, o presidente da Casa, Mike Johnson, solicitou um momento de silêncio, enquanto deputadas como Lauren Boebert pediram orações abertas. O reconhecimento de Kirk e o tributo oficial, incluindo a cerimônia no Congresso e a hasteamento da bandeira, evidenciam a forte reação do grupo político alinhado a Trump.
Reações ao assassinato de Melissa Hortman
Em contraste, a morte de Hortman e de seu marido, baleados por um atirador disfarçado de policial, provocou ausência de homenagens públicas, como isenção de bandeiras a meio-mastro, que normalmente simbolizam luto nacional. Trump, na época, limitou-se a uma mensagem isolada no Truth Social, dizendo: “Tão horrível a violência nos Estados Unidos. Que Deus abençoe Minnesota”, sem ordenar ações formais de homenagem.
Quando questionado sobre a ausência de reconhecimento oficial, Trump afirmou que não ligaria para o governador de Minnesota, tida como “desorganizada”, e revelou que não compareceu ao funeral de Hortman, escolhendo, ao invés,, ir jogar golfe — atitude que reforça o contraste com a resposta à morte de Kirk.
Repercussões e críticas nas redes sociais
Internautas perceberam o acentuado viés político na cobertura e nas homenagens. Um deles comentou: “Direita vai jogar ‘matou, morreu’ na cara da esquerda, mas ignoram as mortes de representantes democratas, como Melissa Hortman, sem nenhuma homenagem oficial”.
Outro trecho, relatado por usuários, relembraram que, após o assassinato, senador republicano Mike Lee zombou da morte de Hortman, escrevendo que “isso acontece quando marxistas não conseguem suas vontades”, enquanto os apoiadores de Kirk receberam homenagens e reconhecimento formal.
Perspectivas futuras
O episódio evidencia uma disparidade na forma de tratar eventos similares, potencialmente influenciada por alinhamentos políticos. A ausência de homenagens formais para Hortman reforça o debate sobre o uso político das tragédias e o impacto da polarização na sociedade americana, que ainda levanta a questão do papel do Estado e de representantes políticos em momentos de dor.
Especialistas consideram que essa narrativa reforça o clima de divisão nos Estados Unidos, onde o sentimento de justiça e solidariedade muitas vezes parece depender do lado político envolvido.