Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

Política

Trump minimiza violência doméstica e provoca indignação nos Estados Unidos

<p> Ex-presidente afirmou que brigas domésticas não deveriam contar como crime, gerando forte reação de especialistas e ativistas.</p>

Compartilhe
WhatsApp

Trump sugere que brigas no lar não contam como crime

Durante o evento, o ex-presidente declarou: “Coisas que acontecem em casa, eles chamam de crime. Se um homem briga com a esposa, eles dizem: 'Isso foi um crime, veja?' Assim, não consigo afirmar 100% de segurança”. A frase, compartilhada em um vídeo viral no X, gerou forte reação de críticos e especialistas.

Para a especialista em violência doméstica, Mariana Silva, “minimizar questões tão graves como abuso e violência no âmbito familiar é uma irresponsabilidade, já que essas disputas podem evoluir para homicídios domésticos e crimes de maior gravidade.”

Impacto da violência doméstica na sociedade americana

Dados do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) revelam que 4 em cada 10 mulheres e 1 em cada 4 homens já sofreram violência física, sexual ou stalking por parceiros íntimos. Em Washington DC, quase metade das mulheres e mais de 40% dos homens relatam ter vivenciado violência ao longo da vida, evidenciando a gravidade da questão no país.

Especialistas alertam que a negligência com as denúncias e o tratamento de disputas conjugal como meros “desentendimentos” dificultam a prevenção de episódios mais violentos, incluindo homicídios e ataques em massa. Uma reportagem do 19th News destacou que quase 70% de crimes em massa tiveram alguma ligação com relacionamentos abusivos ou histórias de violência doméstica.

Reduções de fundos e desarticulação de políticas de apoio às vítimas

Desde sua posse, a administração Trump promoveu cortes em fundos de apoio às vítimas de violência, inclusive a de violência doméstica. O procurador-geral, Pam Bondi, chegou a afirmar que as reduções foram uma forma de eliminar “desperdícios”, incluindo recursos destinados às comunidades LGBTQ+.

De acordo com especialistas, a diminuição do apoio financeiro agrava a vulnerabilidade das vítimas e minimiza a gravidade dos abusos, dificultando o combate efetivo à violência de gênero.

Respostas às declarações e o papel do líder político na questão

Críticos apontam que o discurso de Trump revela uma falta de compreensão ou uma tentativa de deslegitimar o problema, que é reconhecido por estudos e pelo próprio governo como uma questão de saúde pública. “Um líder que minimiza a violência doméstica demonstra desconhecimento ou negligência grave sobre o impacto dessas ações na saúde da sociedade”, afirmou a ativista Carol Viana.

Apesar das críticas, o ex-presidente mantém sua postura, em conflito com os dados e os especialistas que alertam para os riscos reais de aliviar o tratamento de episódios que podem evoluir para tragédias ainda mais graves.

Perspectivas futuras e o que se deve esperar

Especialistas reforçam a necessidade de políticas públicas mais rígidas e de uma abordagem que priorize o apoio às vítimas de violência doméstica, especialmente na prevenção da escalada de conflitos. Além disso, convocam líderes políticos a assumir uma postura responsável e consciente acerca de temas que envolvem segurança e direitos humanos.

Para quem busca ajuda, o site do Hotline Nacional de Violência Doméstica oferece apoio confidencial. Em situações de emergência, recomenda-se ligar para o 911. Para auxílio aos jovens LGBTQ+, o The Trevor Project disponibiliza linhas de apoio e recursos essenciais.

Leia também