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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Relatos indicam debate na DOJ sobre restrição de armas para pessoas trans

<p> Administração Trump considera uma possível proibição de armas para transgêneros, gerando questionamentos e reações de grupos de direitos civis.</p>

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Segundo fontes anônimas ligadas ao Departamento de Justiça (DOJ), o governo dos Estados Unidos estaria analisando a possibilidade de criar uma nova regra que poderia impedir pessoas trans de possuírem armas de fogo, alegando que o diagnóstico de disforia de gênero poderia desqualificá-las sob a lei federal de "defeitos mentais".

Debate sobre diagnósticos de saúde mental e porte de armas

Conforme informações obtidas pela ABC News, o debate interno tem considerado se a presença de um diagnóstico de disforia de gênero poderia fazer alguém ser classificado como "deficiente mental condenado" — uma categoria que, sob legislação federal, restringe o posse de armas. Segundo a reportagem, a discussão ocorre em meio ao crescimento de tensões sociais e ao aumento de atrocidades com armas.

Contexto recente de violência e polarização

A discussão ganha proporções agravadas após o tiroteio na Igreja Católica de Minneapolis, onde Robin Westman, uma mulher trans, matou duas crianças e feriu 21 pessoas antes de se suicidar. De acordo com ABC News, o incidente foi um ponto de discussão sobre o controle de armas e a vulnerabilidade de populações marginalizadas.

Dados indicam que a maioria dos tiroteios em massa nos EUA é perpetrada por homens cisgênero. Uma análise da Reuters revela que apenas de 0,11% a 2% dos crimes com armas envolvem pessoas trans, uma parcela significativamente menor do que a participação na criminalidade violenta geral.

Reações e posicionamentos

Enquanto alguns grupos civis criticam o possível projeto, o Nacional Rifle Association (NRA) mostrou-se contrária a medidas que possam desarmar cidadãos legalmente aptos, afirmando que não apoiará políticas que "retirem direitos do Segundo Emenda sem devido processo". No Twitter, a organização declarou que não apoiará qualquer proposta de proibição ampla de armas.

Porta-vozes da GLAAD criticaram a possível medida, dizendo que "ao invés de soluções reais, o governo opta por culpar e perseguir uma população vulnerável", reforçando que todos têm direito à autonomia e à segurança.

Pontos destacados por especialistas e órgãos oficiais

De acordo com Mark Bryant, diretor executivo da Gun Violence Archive, apenas cinco das mais de 5.700 tiroteios em massa desde 2013 foram cometidos por pessoas trans. Para ele, a medida parece ser uma tentativa de politizar a questão das armas, desviando o foco de políticas de controle eficazes.

Um porta-voz do DOJ afirmou à ABC News que o governo "ativa e avaliando opções para evitar incidentes relacionados a problemas de saúde mental e abuso de substâncias", mas negou qualquer proposta concreta neste momento.

Histórico de ações anti-trans do governo Trump

O debate sobre armas é mais uma etapa na série de ações consideradas hostis aos direitos trans promovidas pela administração Trump, como a proibição de tropas trans no exército, o reconhecimento reduzido de identidades femininas em museus oficiais e declarações oficiais de que existem apenas duas gêneros.

Segundo a ABC News, essas ações refletem uma postura governamental que, mesmo perante a crescente conversa pública, visa restringir direitos de um grupo que já enfrenta altos índices de discriminação e violência.

Especialistas e defensores argumentam que, na prática, o aumento de restrições de armas para pessoas trans não resolverá problemas de violência ou de saúde mental, que demandam políticas mais abrangentes e inclusivas para proteger toda a população.

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