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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Peregrinação anual ao Santuário da Muxima reúne milhares de fiéis

<p> Evento religioso foi marcado por renovação espiritual e homenagens a Nossa Senhora da Muxima.</p>

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Encerrou-se neste domingo, 7 de setembro, mais uma tradicional Peregrinação anual ao Santuário de Nossa Senhora da Muxima, sob o lema: “Com Maria, peregrinemos na esperança”. Milhares de fiéis de várias partes do país e da diáspora reuniram-se em oração e reflexão neste que é considerado o maior centro de devoção mariana em Angola.

A importância do santuário na espiritualidade angolana

A Missa solene de encerramento foi presidida por Dom Tonito Xavier Mwananoua, Bispo Auxiliar de Maputo (Moçambique), especialmente convidado para dirigir a celebração eucarística. Na sua homilia, o prelado moçambicano destacou a importância espiritual da Muxima como local de encontro com Deus, onde a fé se entrelaça com a esperança do povo angolano.

“Este é um lugar de bênçãos, onde o itinerário da nossa fé se renova, alimentado pela esperança viva de um povo que caminha com Maria ao encontro de Cristo. Que esta peregrinação tenha sido uma experiência de luz, para que cada um de nós possa continuar como verdadeiro discípulo de Jesus ao longo da vida”, disse Dom Mwananoua.

O bispo também aproveitou para encorajar os peregrinos, neste ano jubilar, a “recomeçarem com confiança e humildade”, deixando-se guiar pelo exemplo de Maria, modelo de fé e obediência.

Experiências transformadoras dos peregrinos

Entre os milhares de participantes, muitos manifestaram-se renovados espiritualmente. Para muitos, a peregrinação à Muxima é mais do que um ato religioso; é uma experiência transformadora.

“Viemos cansados da jornada, mas saímos com os corações cheios de luz e esperança. Sentimos a presença viva de Deus e de Nossa Senhora em cada passo, em cada oração, em cada partilha. Foi uma experiência de fortalecimento da fé e de renovação interior”, compartilharam alguns peregrinos.

Outros relataram graças recebidas e curas espirituais, reforçando o valor da caminhada como uma verdadeira expressão de fé do povo angolano.

O Santuário da Muxima e sua história

O Santuário de Nossa Senhora da Muxima está localizado na vila da Muxima, no município da Quissama, província do Icolo e Bengo, pertencente à Diocese de Viana. É considerado o maior centro de peregrinação católica em Angola e um dos mais importantes da África Austral.

A palavra "Muxima", em kimbundu, significa "coração", e o santuário é, de facto, o coração espiritual de milhões de angolanos. A devoção a Nossa Senhora da Muxima remonta ao século XVI, com a chegada dos missionários portugueses. A atual igreja, construída em 1599, é uma das mais antigas do país e foi declarada Patrimônio Histórico-Cultural Nacional.

Tradição e movimento de fé

Desde então, a Muxima se tornou um local privilegiado para manifestações de fé, súplicas, agradecimentos e encontros com Deus. Durante a peregrinação anual, que acontece tradicionalmente no primeiro fim de semana de setembro, milhares de fiéis se deslocam a pé, de carro ou em caravanas organizadas para cumprir promessas, participar das celebrações e renovar sua fé.

A multidão que se reuniu este ano é um testemunho do amor e da devoção que os angolanos têm por Nossa Senhora da Muxima. Muitos caminharam por horas, enfrentando longas distâncias, motivados por promessas e pelo desejo de renovação espiritual. O sentimento de coletividade e fé foi palpável, proporcionando momentos de reflexão e espiritualidade a todos os presentes.

Com a esperança de um próximo encontro, os peregrinos retornaram às suas comunidades, levando consigo as bênçãos e a força espiritual da Muxima, reafirmando a importância dessa tradição na vida religiosa de Angola.

O evento, que reúne anualmente um número crescente de participantes, destaca não apenas a importância da fé, mas também a força da devoção popular, que continua a se perpetuar entre as novas gerações.

Para muitos, a peregrinação à Muxima representa uma jornada não apenas física, mas também espiritual, refletindo a resiliência e a esperança que caracterizam o povo angolano.

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