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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Ministério Público Eleitoral pede restrições a Ciro Gomes por ataques a prefeita

<p> O MP Eleitoral do Ceará defende medidas contra Ciro Gomes devido a ataques à prefeita de Crateús, Janaína Farias.</p>

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No Ceará, a questão da violência política ganha novos contornos com a decisão do Ministério Público Eleitoral (MPE) que, na última segunda-feira (8), recomendou que a Justiça Eleitoral aplicasse medidas cautelares contra o ex-governador Ciro Gomes. Ele é acusado de ataques à prefeita de Crateús, Janaína Farias, atual senadora e membro do PT. O episódio evidencia não só a polarização política do Brasil, mas também questões sérias relacionadas à violência política de gênero.

Entenda o caso

Ciro Gomes, membro do PDT, é réu em um processo que investiga a prática de violência política de gênero contra Janaína Farias. As acusações surgem em meio a declarações feitas pelo ex-governador desde abril do ano passado, quando Janaína assumiu a vaga de senador que pertencia ao ministro da Educação, Camilo Santana. Na ocasião, Ciro fez comentários depreciativos sobre Janaína, chamando-a de assessora de "assuntos de cama", o que desencadeou uma série de críticas e processos judiciais.

Medidas propostas pelo MP Eleitoral

A promotoria, ao invés de acatar um pedido mais drástico feito pela Advocacia do Senado para a prisão preventiva de Ciro Gomes, decidiu sugerir medidas alternativas. As propostas incluem:

  • Comparecimento periódico em juízo para justificar suas atividades;
  • Proibição de estabelecimentos de contato, por qualquer meio, e de aproximação da prefeita Janaína Farias.

A posicionamento do MPE decorre da constatação de "continuidade delitiva do crime atribuído ao denunciado”, conforme afirma a promotora Grecianny Carvalho Cordeiro. A decisão agora aguarda análise por parte do juiz responsável pelo caso.

A defesa de Ciro Gomes

A defesa do ex-governador não tardou em se manifestar contra a ação do MP Eleitoral. Os advogados de Ciro argumentam que a medida proposta pela Advocacia do Senado seria uma tentativa de "impor censura prévia" às suas manifestações. Eles questionaram a ausência de um "perigo concreto" em relação à prefeita e destacaram que as alegações eram mais um ataque político do que um crime.

Em suas argumentações, a defesa sinalizou que as falas de Ciro tinham como foco a crítica à escolha de Camilo Santana em relação à suplência no Senado. “A decretação de prisão preventiva com fundamento em falas gravadas e divulgadas por terceiros revela manifesta desproporcionalidade", afirmaram os advogados.

A perspectiva do MP sobre violência de gênero

O Ministério Público Eleitoral do Ceará defende a posição de que Ciro Gomes cometeu, sim, violência política de gênero, algo que o ex-governador contesta. De acordo com a promotoria, as falas do político têm o intuito de "constranger e humilhar" a prefeita, desmerecendo sua condição de mulher e sua trajetória na política.

Os ataques de Ciro às mulheres na política foram reiterados ao longo do último ano. Após Janaína se tornar senadora, ele afirmou que ela "recrutava moças pobres e de boa aparência para fazer o serviço sujo do senhor Camilo Santana", comentários que agravam a situação e o potencial de consequências legais para o ex-governador. A pena para ataques de natureza política desse tipo pode variar de um a quatro anos de reclusão.

Desdobramentos e próximos passos

Recentemente, a Justiça Eleitoral do Ceará solicitou à Superintendência da Polícia Federal a abertura de investigação para apurar possíveis crimes de perseguição por parte de Ciro Gomes contra Janaína. A celeridade na análise e julgamento do caso foi reiterada pelo MP Eleitoral, que busca acelerar o processo e minimizar a impunidade em casos de violência política.

Com a situação em constante evolução, a expectativa é que o juiz responsável comece a se manifestar sobre as solicitações do MP em breve, o que poderá impactar significativamente a carrera política de Ciro Gomes e suas declarações no futuro. A sociedade cearense segue atenta em um contexto onde a violência política e de gênero não pode ser ignorada.

O caso ressalta a necessidade urgente de debater e conscientizar sobre a violência política de gênero no Brasil, um tema que cada vez mais ganha espaço nas discussões políticas e sociais do país.

Para mais informações, você pode acessar a fonte completa aqui.

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