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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Gleisi Hoffman critica ameaças dos EUA ao Brasil após julgamento de Bolsonaro

<p> A ministra Gleisi Hoffman respondeu a declaração dos EUA sobre possíveis retaliações militares relacionadas ao julgamento de Jair Bolsonaro.</p>

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A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, expressou sua indignação, nesta terça-feira (9), sobre as declarações do governo dos Estados Unidos que sugerem a possibilidade de uso de "poder militar" como retaliação ao Brasil em face do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A afirmação provocou uma onda de críticas e levantou preocupações quanto à soberania nacional.

A declaração da Casa Branca

Mais cedo, durante uma coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que o presidente Donald Trump não hesitaria em utilizar “meios militares” para defender a liberdade de expressão em todo o mundo. Essa fala gerou rebordos internacionais e intensificou o clima de tensão entre os dois países.

Na sua reação, Gleisi Hoffman destacou que a situação chegou ao cúmulo da “conspiração da família Bolsonaro” contra o Brasil. Ela focou em uma articulação que, segundo ela, é liderada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, visando que os EUA impusestar sanções ao Brasil. “Não bastam as tarifas contra nossas exportações, as sanções ilegais contra ministros do governo, do STF e suas famílias; agora ameaçam invadir o Brasil para livrar Jair Bolsonaro da cadeia. Isso é totalmente inadmissível”, afirmou a ministra em suas redes sociais.

A liberdade de expressão em xeque

Em seu discurso, Gleisi também criticou o que considera uma distorção da liberdade de expressão. “Ainda dizem que estão defendendo a 'liberdade de expressão'. Só se for a liberdade de mentir, de coagir a Justiça e de tramar golpe de Estado; estes sim, os crimes pelos quais Bolsonaro e seus cúmplices estão sendo julgados no devido processo legal”, completou.

Essas declarações da ministra evidenciam o clima de polarização política que ainda persiste no Brasil, especialmente após a saída de Bolsonaro do poder. As tensões entre o governo brasileiro e o governo dos EUA refletem não apenas a questão do ex-presidente, mas também uma série de novas dinâmicas geopolíticas que estão em jogo na América Latina.

A posição da Casa Branca

Karoline Leavitt, enquanto falava sobre a legalidade das ações que o governo americano poderia tomar contra o Brasil, também afirmou não haver “ações adicionais” contra o país que pudessem ser antecipadas neste momento. “O presidente não tem medo de usar o poderio econômico, o poderio militar dos Estados Unidos da América para proteger a liberdade de expressão no mundo”, afirmou, em referência à possível condenação de Jair Bolsonaro.

O julgamento de Jair Bolsonaro

O julgamento de Jair Bolsonaro e de mais sete réus prossegue no Supremo Tribunal Federal (STF), com a Primeira Turma retomando as discussões. O relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino já votaram pela condenação. Faltam ainda os votos dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, com a sessão suspensa e retornando amanhã (10).

Repercussões e impacto

As declarações tanto de Gleisi Hoffman quanto da Casa Branca estão longe de serem meramente protocolares. Elas refletem um cenário onde os laços diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos estão em teste, especialmente sob a gestão de um ex-presidente que polarizou a opinião pública e desafiou normas democráticas estabelecidas.

A situação atual pode ser vista como um reflexo do descontentamento de uma parte da população brasileira com as ações do governo Biden, que têm sido interpretadas como uma tentativa de interferência direta em assuntos internos do Brasil. Esse ambiente tenso poderá afetar não apenas as relações bilaterais, mas também a forma como outros países da região veem o papel dos EUA na América Latina.

Com o futuro de Jair Bolsonaro nas mãos da Justiça, o desfecho deste julgamento pode criar um ponto de inflexão tanto para o Brasil quanto para sua relação com potências estrangeiras, e o cenário seguirá sendo monitorado de perto, tanto por analistas políticos quanto pela população.

Em suma, as palavras de Gleisi Hoffman deixaram claro que o governo brasileiro não está disposto a aceitar ameaças externas e busca afirmar sua soberania em meio a um cenário político internacional cada vez mais complexo.

Leia mais sobre o assunto aqui.

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