Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

Política

Celso Barros critica proposta de R$ 500 milhões na SAF do Fluminense

<p> A proposta de R$ 500 milhões para a SAF do Fluminense gera polêmicas entre candidatos à presidência do clube.</p>

Compartilhe
WhatsApp

Recentemente, uma proposta de R$ 500 milhões, que faz parte de um aporte de R$ 6,4 bilhões a serem distribuídos ao longo de dez anos, chamou a atenção de torcedores e candidatos à presidência do Fluminense. O debate em torno da criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) se intensificou, especialmente com o interesse do banco BTG na compra do clube, levando a questionamentos sobre a seriedade e a viabilidade do projeto.

A crítica de Celso Barros

Celso Barros, pré-candidato à presidência do Fluminense, não hesitou em classificar a proposta como um “estelionato eleitoral”, destacando que o único valor efetivo que ela apresenta são os R$ 500 milhões, um montante que, segundo ele, é irrisório comparado ao real valor do clube. "No fim das contas, o único dinheiro novo que a proposta apresenta são esses R$ 500 milhões, um valor irrisório perto do que realmente vale o clube", afirmou Barros durante uma entrevista.

Barros também criticou a inclusão do centro de treinamento Xerém no pacote de investimentos. "Incluir Xerém nesse pacote é revoltante diante das joias que saem de lá", completou. Ele levantou a questão dos “tricolores milionários”, se perguntando onde estavam esses apoiadores quando o clube estava enfrentando tempos difíceis, como na Série C. Barros destacou seu papel ativo na reestruturação do Fluminense, insinuando que a atual proposta não tem a mesma visão comprometida com o futuro do clube.

A visão de Rafael Rolim

Outro pré-candidato, Rafael Rolim, que disputará a vice-presidência na chapa com Barros, também se mostrou cético em relação aos valores propostos. Ele comparou os investimentos que o Fluminense receberia com os realizados por rivais, como Flamengo, Palmeiras e Botafogo. "O que me chamou a atenção foi o Fluminense já se colocar, na largada, em um papel secundário, com investimentos abaixo de alguns rivais", observou Rolim.

Rolim também questionou a estratégia do clube ao transformar-se em uma SAF, mencionando exemplos bem-sucedidos na Europa, como Bayern de Munique e Borussia Dortmund. Ele fez uma crítica contundente à cláusula que impediria a distribuição de dividendos em caso de prejuízo, chamando-a de “frágil” e sugerindo que não protege adequadamente o clube. “Há uma série de maneiras de fazer isso de forma mais eficiente, mas a cláusula não foi bem negociada pelo presidente do Fluminense”, acrescentou.

O futuro da SAF no futebol brasileiro

A sociedade anônima do futebol é um tema em alta no Brasil, com clubes vendo na mudança uma oportunidade de se reestruturar financeiramente. Porém, o debate sobre as propostas em curso exige mais profundidade, e paradigmas financeiros devem ser analisados com cuidado, para que os projetos de SAF não se tornem armadilhas. Ao passo que algumas propostas podem parecer vantajosas em um primeiro momento, é fundamental que a torcida e candidatos à presidência mantenham as discussões vivas e críticas.

Com rivalidades acirradas no futebol brasileiro, o cuidado na gestão e a visão de longo prazo são mais importantes do que nunca. As preocupações levantadas por Barros e Rolim refletem uma tensão crescente entre as promessas financeiras e a realidade emocional que a torcida vive, além de exaltar a importância de lideranças comprometidas com a história e o futuro do clube.

À medida que as eleições se aproximam, o Fluminense se encontra em um momento decisivo, e a maneira como os novos líderes abordarão a proposta da SAF e a gestão do clube determinará seu sucesso ou fracasso nos próximos anos.

Este momento é crucial para que os tricolores decidam com responsabilidade em quem confiar a administração do clube querido.

Leia também