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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Nancy Mace abandona reunião com vítimas de Epstein alegando “pânico”, ironia polêmica surge

<p> Deputada republicana justificou saída emocional após encontro secreto com vítimas, mas fato levantou críticas devido à sua relação com Trump</p>

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A deputada republicana Nancy Mace (SC) deixou uma reunião fechada com vítimas de Jeffrey Epstein, alegando ter tido um “ataque de pânico”, o que gerou questionamentos e críticas pelos seus apoiadores e opositores. O episódio ocorreu nesta terça-feira, durante encontro com membros do Comitê de Supervisão do Congresso, que investiga a gestão federal do caso Epstein em Washington, D.C.

Reação e controvérsia sobre a saída de Mace

Ao deixar o local visivelmente emocionada e enxugando as lágrimas, Mace não quis conceder entrevistas na ocasião, mas posteriormente explicou seu comportamento em sua conta oficial no X (antigo Twitter). Ela escreveu: “Sinto a dor imensa de todas as vítimas que lutam por si mesmas, porque sabemos que ninguém lutará por nós. DEUS ABENÇOE TODOS OS SOBREVIENTES.”

Porém, críticos apontam uma ironia evidente: enquanto demonstra empatia pelas vítimas de Epstein, a deputada mantém uma postura de forte apoio ao ex-presidente Donald Trump, envolvido em diversas controvérsias relacionadas a abusos sexuais. Em 2023, Trump foi condenado em uma ação civil por abuso sexual, com a jurisprudência considerando seus atos dentro da definição comum de estupro, embora o ex-presidente negue qualquer envolvimento.

Conexões controversas entre Trump e Epstein

O vínculo entre Trump e Epstein é alvo de questionamentos há anos, especialmente após revelações de registros de festas e encontros, além de uma conhecida foto em que Trump aparece ao lado do então finado affair, com Trump também alegando que as mulheres eram atraentes por sua celebridade.

Até hoje, muitas mulheres acusaram Trump de assédio ou abuso sexual, acumulando uma longa lista documentada pelo HuffPost em 2017, que inclui 25 nomes e denúncias de décadas passadas. Apesar disso, Trump nega qualquer conduta inadequada, e sua relação com Epstein até hoje permanece cercada de mistérios e controvérsias.

Contradições na postura de Mace e o silêncio de Trump

O episódio de Mace reacende debates sobre sua coerência ao defender vítimas de Epstein ao mesmo tempo em que mantém uma lealdade incondicional a Trump. A conexão do ex-presidente com Epstein veio à tona após a divulgação de documentos públicos na semana passada, embora o próprio Trump negue envolvimento em qualquer abuso e tenha minimizado as alegações.

Na terça-feira, o Comitê de Supervisão tornou públicos milhares de documentos relacionados a Epstein, disponibilizados parcialmente em plataformas como o Google Drive, com materiais que já eram de domínio público anteriormente. Muitos desses documentos podem ter novas informações que aprofundam as investigações sobre o caso.

Repercussões e reflexões

Embora a justificativa de Mace para sua saída tenha sido de um “ataque de pânico”, a ironia do episódio não passou despercebida: uma defensora de vítimas de abuso alegando um problema de saúde mental em um momento de grande sensibilidade, enquanto sua postura política parece contradizer sua empatia declarada.

Especialistas lembram que a imagem de políticos envolvendo-se com os temas de abuso sexual sempre suscita debates sobre autenticidade e alinhamento ideológico, especialmente quando há fortes conexões com figuras controversas como Trump. O episódio de Mace evidencia a complexidade e a polarização que marcam as discussões atuais sobre justiça e apoio às vítimas de abuso.

Perspectivas futuras

Analistas afirmam que o episódio pode impactar a credibilidade de Mace dentro do cenário político, além de aprofundar o debate público sobre as nuances de solidariedade e lealdade entre figuras públicas apoiadas por aliados controversos. As investigações do Comitê continuam, com novos documentos aguardados e possíveis desdobramentos políticos.

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