Brasil, 19 de janeiro de 2026
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Ruben Amorim adota tecnologia GPS para monitorar atletas no Manchester United

A tecnologia GPS promete transformar a performance do Manchester United sob o comando de Ruben Amorim.

A missão de Ruben Amorim no Manchester United vai além de recuperar o prestígio esportivo do clube. Envolve também um trabalho duro para reverter a imagem de um elenco, por vezes, acomodado e vulnerável fisicamente. Para isso, o treinador português conta agora com uma aliada: a tecnologia.

A implementação da tecnologia STATSports Apex 2.0

Segundo o jornal britânico The Telegraph, o clube inglês implantou recentemente o sistema STATSports Apex 2.0, um GPS de última geração que permite à comissão técnica acessar, em tempo real, uma avalanche de informações sobre o desempenho físico dos jogadores. São mais de 5 milhões de dados gerados ao longo de uma partida, transmitidos diretamente para os dispositivos do staff técnico. Isso marca uma mudança significativa na forma como o time monitora o desempenho de seus atletas.

— Se não treinarem bem, terei logo imagens para mostrar — disse Amorim após o empate com o Everton, em julho, quando concordou com a crítica do capitão Bruno Fernandes, que chamou o time de “preguiçoso”.

A fala ecoou também o comentário do lateral Luke Shaw, que garantiu: “Com Ruben, não há mais espaço para jogadores preguiçosos”. Essa afirmação reflete a nova postura do treinador em relação ao comprometimento da equipe.

Monitoramento em tempo real para resultados eficazes

A tecnologia GPS passou a ser usada oficialmente durante a pré-temporada nos Estados Unidos. Posicionada nos campos de treino de Carrington e no próprio Old Trafford, a estrutura tem de seis a oito pontos de captação por campo. A intenção é clara: intensificar o monitoramento do esforço físico e reduzir a alta incidência de lesões que afetou o United nas últimas temporadas.

— Com os dados em tempo real, é possível tomar decisões imediatas. Sabemos quando um jogador está se aproximando do limite físico, o que pode ajudar a prevenir lesões musculares antes que aconteçam — afirmou Paul McKernan, diretor da STATSports, em entrevista ao The Telegraph.

Além da prevenção, a ferramenta oferece uma leitura detalhada do rendimento. Velocidade, aceleração, desaceleração, sprints, mudanças de direção, carga física interna e externa, tudo é analisado para detectar quedas de rendimento e padrões de comportamento em campo. Este tipo de análise é fundamental para melhorar a performance individual e coletiva da equipe.

Resultados esperados e desafios pela frente

— Pensemos, por exemplo, em Kobbie Mainoo. Podemos medir a intensidade da pressão exercida, o tempo de recuperação e a distância percorrida, tudo cruzado com indicadores de carga física. Isso nos dá um mapa claro de performance — acrescentou McKernan.

Com o novo recurso, Amorim espera resolver dois dos principais desafios que herdou ao chegar a Manchester: a falta de intensidade e o número elevado de desfalques por lesão. A expectativa é de que, com menos espaço para a “preguiça” e mais dados à disposição, o United tenha uma equipe mais competitiva e resistente fisicamente em 2025/26.

A inovação trazida por Amorim representa não apenas um avanço tecnológico, mas uma nova filosofia de trabalho onde o comprometimento dos jogadores será constantemente monitorado. Dessa forma, a expectativa é de que o Manchester United retome seu lugar de destaque no futebol europeu, usando a tecnologia como uma aliada na performance esportiva e no desenvolvimento individual de seus atletas.

Essas mudanças são essenciais para o futuro do time e podem ter um grande impacto no desempenho em competições consecutivas, elevando as expectativas dos torcedores e da diretoria.

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