Brasil, 19 de janeiro de 2026
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Por trás do canal secreto do Belarus: o papel de Lukashenko na diplomacia clandestina

Lukashenko estabeleceu um canal confidencial com os EUA, tentando mediar negociações entre Putin e Trump, em meio a tensões na Ucrânia

Nos últimos meses, aliados de Alexander Lukashenko, o líder autoritário de Belarus, intensificaram contatos discretos com o governo americano, buscando influenciar as negociações entre Rússia e Ocidente. O objetivo seria fortalecer a posição do regime em um cenário global marcado por conflitos na Ucrânia, enquanto o próprio Lukashenko tenta se posicionar como um possível mediador de paz.

O canal de diálogo secreto com os Estados Unidos

Desde o início deste ano, Lukashenko tem conduzido uma estratégia de diplomacia paralela, oferecendo seus serviços aos EUA como um intermediário nas negociações com Moscou. Em conversas confidenciais, ele tenta apresentar-se como um facilitador para o diálogo entre Vladimir Putin e os ocidentais, inclusive prometendo ajudar a manter as negociações em andamento. “Se fizermos um acordo, eles vão trazer o Prêmio Nobel da Paz na Bandeja”, teria dito Lukashenko aos oficiais americanos, conforme relatos de fontes próximas às negociações.

Analisando as ações recentes, fica evidente que Minsk se transformou em um ponto estratégico de contato, mesmo sob o isolamento internacional. Nos últimos meses, diplomatas americanos realizaram ao menos cinco visitas à capital bielorrussa, buscando explorar de que forma Lukashenko poderia atuar como um mediador confiável, além de garantir a libertação de presos políticos e melhorar a imagem do país.

O papel de Lukashenko na relação com Moscou

Apesar da aparente autonomia, há dúvidas entre os interlocutores ocidentais sobre as reais intenções de Lukashenko. “Ele é amigo de Putin. Eles conversam regularmente”, afirma John Coale, ex-advogado do governo Trump que se reuniu várias vezes com o líder bielorrusso nesta ano. “Ele oferece passar mensagens de Donald Trump para Putin. Essa é uma via de comunicação, e muito valiosa”, acrescenta Coale.

Segundo analistas, o regime de Minsk tem utilizado esse canal para influenciar as negociações de paz, tentando dividir a abordagem de Moscou e Washington. O objetivo seria facilitar um encontro entre Putin e Trump, uma oportunidade que Os EUA tentam explorar para convencer Moscou a parar a agressão na Ucrânia, mantendo as negociações abertas às margens do conflito.

Impasse e interesses estratégicos

Se por um lado, Lukashenko busca se posicionar como um potencial mediador, por outro, especialistas alertam para uma possível manipulação por parte de Moscou. O regime de Belarus, com suas relações instáveis e dependência de Moscou, atua como uma peça-chave nesse xadrez diplomático, mas sua verdadeira autonomia permanece questionada.

Enquanto isso, a diplomacia clandestina revela os esforços de Minsk em usar essa influência para obter vantagens estratégicas, em um cenário no qual a paz na Ucrânia ainda parece distante e os interesses de grandes potências continuam a se cruzar nos corredores secretos do poder internacional.

**Meta descrição:** Descubra o papel do canal secreto de Lukashenko com os EUA, mediando negociações entre Putin e Trump na crise da Ucrânia.

**Tags:** Belarus, Lukashenko, diplomacia secreta, Putin, Trump, Ucrânia, política internacional, canais de negociação

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