Brasil, 25 de janeiro de 2026
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Kennedy faz afirmações preocupantes sobre vacinas e pessoas negras

Comentário de RFK Jr. sobre o sistema de vacinação e raça levanta alertas entre especialistas por promover racismo científico

O ativista e ex-candidato à presidência dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., fez declarações que alarmaram médicos e especialistas em saúde pública ao sugerir que pessoas negras deveriam seguir um calendário de vacinação diferente do dos brancos, uma prática considerada racismo científico por especialistas.

Declarações de RFK Jr. e impacto na confiança em vacinas

Durante uma troca com a secretária de Administração de Maryland, Angela Alsobrooks, Kennedy afirmou que “não devemos dar às pessoas negras o mesmo calendário de vacinação que damos às brancas, porque a imunidade delas é melhor do que a nossa”. (Washington Post, 2025) Essa postura gerou repercussões negativas no meio médico, uma vez que especialistas considerado esse tipo de racismo científico como uma ideia que perpetua desigualdades na assistência.

Especialistas alertam para riscos de racismo científico na saúde

Perpetuação de estereótipos e desconfiança

Joel Bervell, médico recém-formado e ativista contra mitos médicos, destacou que “a ideia de que raças diferentes precisam de diferentes calendários de vacinação não tem respaldo científico e é uma forma de racismo científico”. Segundo ele, afirmações como essa podem aumentar a desconfiança histórica de comunidades negras na assistência médica, alimentada por episódios de racismo estrutural, como a falsa crença de que negros têm órgãos ou funções corporais superiores.

Consequências do racismo na medicina

Dr. Oni Blackstock, especialista em saúde racial, reforça que essas afirmações reforçam estereótipos prejudiciais. “Raça é uma construção social, não uma característica biológica que define diferenças genéticas,” explica. “A ideia de que há diferenças biológicas significativas para justificar diferentes esquemas de vacinação é falsa e perpetua desigualdades, como a submediação de tratamentos para negros, incluindo a negação de donativos de órgãos ou cuidados específicos.”

Reação das instituições e o contexto político

Associações médicas como a American Medical Association e a Academia Americana de Pediatria manifestaram preocupação e apresentaram ações legais contra Kennedy por suas mudanças na política de vacinas COVID-19. Além disso, governos e órgãos reguladores reforçam a importância da ciência e da equidade na saúde pública, alertando para os riscos que declarações como as de Kennedy representam ao promover desinformação e retardar a vacinação.

Contexto e histórico de Kennedy com o movimento anti-vacina

Kennedy conhece uma trajetória marcada por posicionamentos contrários às vacinas, muitas vezes associando-as a teorias conspiratórias e desinformação. Em audiências no Senado e em documentários, ele propagou a falsa ideia de que vacinas causam danos específicos à população negra, o que é refutado por estudos científicos.

Perigos de discursos que alimentam o racismo na saúde

Especialistas reforçam que essas afirmações podem levar ao aumento da hesitação vacinal em comunidades negras, piorando a saúde pública e aprofundando desigualdades. “Discurso que justifica racismo científico é um retrocesso na luta por equidade e uma ameaça à saúde coletiva,” alerta Blackstock.

As declarações de Kennedy e a propagação de mitos reforçam a necessidade de combate à desinformação e de fortalecimento da confiança na ciência e nas recomendações baseadas em evidências para garantir a proteção de todos, independente de raça ou origem social.

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