Nesta quarta-feira, o Wall Street Journal divulgou que a ex-attorney general da Flórida, Pam Bondi, alertou o então presidente Donald Trump em maio sobre sua presença em uma grande quantidade de documentos ligados ao falecido criminoso Jeffrey Epstein. A revelação ocorre em meio à tentativa de Trump de se afastar do escândalo envolvendo Epstein, mais de duas semanas após o departamento de Bondi não ter divulgado novos documentos prometidos.
Alertas de Bondi e a relação com Epstein
Segundo a reportagem, Bondi e seu substituto revelaram a Trump, durante uma reunião na Casa Branca, que outros nomes de alta relevância também constavam nos arquivos analisados pelo Departamento de Justiça. Apesar disso, oficiais disseram que grande parte dessas informações é baseada em “boatos não verificados”.
Na mesma ocasião, foi publicado um memorando de duas páginas do DOJ, datado de 7 de julho, afirmando que não há evidências de uma “lista de clientes” de Epstein — incluindo figuras poderosas — que pudesse ser usada para chantageá-las.
Reação do governo e o histórico de Epstein
O presidente Trump, que tinha uma amizade relativamente conhecida com Epstein anteriormente, negou as informações do WSJ e classificou as reportagens como “fake news”. Em resposta, ele processou os jornalistas e o proprietário do jornal, afirmando que a “reunião com Bondi foi rápida” e que toda a controvérsia é uma “fake news”.
Apesar da negativa de Trump, sua relação com Epstein é bem documentada, incluindo sua presença na lista de voos do bilionário. Na semana passada, o WSJ também divulgou detalhes de uma carta de aniversário considerada indecente, enviada por Trump ao convicted sex offender.
Implicações e próximos passos
Autoridades continuam investigando a possível participação de figuras influentes nos arquivos de Epstein. Em entrevista na semana passada, o vice-procurador-geral Todd Blanche mencionou a possibilidade de um encontro com Ghislaine Maxwell, associada de Epstein, “nos próximos dias”.
Enquanto isso, o Comitê de Supervisão da Câmara anunciou uma convocação de Maxwell para testemunhar na próxima mês, na tentativa de esclarecer detalhes do caso. Entertanto, uma recente decisão judicial impediu a divulgação de transcrições de um grande júri relacionadas às investigações de Epstein em 2005 e 2007, numa tentativa de manter maior sigilo no processo.
Essas revelações estão em andamento, e o cenário é de continuidade nas investigações e desdobramentos futuros. Para acompanhar as novidades, volte a consultar esta reportagem.










