Brasil, 14 de janeiro de 2026
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A nova face do satanismo na Berkeley: rituais e comunidade

O satanismo contemporâneo em Berkeley foca na autoafirmação e na construção de comunidade, desmistificando crenças antigas.

Recentemente, um grupo de praticantes de satanismo se reuniu em um parque na Berkeley, Califórnia, para um ritual que, ao contrário da imagem sombria muitas vezes associada à religião, promoveu a celebração e a autoafirmação. Este evento, conhecido como “Pazuzu’s Blessing”, busca valorizar a individualidade em uma época onde muitos sentem seu espaço sendo restringido por instituições opressoras.

Resgatando a verdade por trás do satanismo

É comum que a palavra “satanismo” evoque imagens de rituais macabros e figuras sombrias. No entanto, cerca de 60 anos depois da fundação da Igreja de Satã por Anton LaVey nos anos 60 na área da baía de São Francisco, os satanistas modernos estão reimaginando essa crença. Em vez de sacrificar animais ou abrir portais para o inferno, muitas vezes eles se encontram para realizar rituais que celebram a autonomia corporal e a resistência contra a opressão.

Dentre os integrantes do movimento atual, estão Tabitha Slander e Daniel Walker, membros do grupo “Satanic Bay Area”, que organizam esses encontros em um ambiente leve e acolhedor. Em uma entrevista, eles se mostraram abertos e alegres, desafiando as expectativas tradicionais sobre o satanismo.

Pazuzu’s Blessing: Um ritual de autoafirmação

O evento Pazuzu’s Blessing, centrado na afirmação de gênero, utiliza conchas de pistache como símbolo. “A ideia é se livrar de cascas protetoras que não servem mais e celebrar seu crescimento pessoal,” explicou Daniel. Durante este ritual, os participantes foram convidados a abraçar suas identidades e a força de suas histórias.

As atividades incluíram a confecção de coroas de flores e a partilha de lanches, criando um espaço não apenas para rituais, mas para convivência e fortalecimento de laços. “É um espaço onde podemos ser nós mesmos, sem julgamentos,” complementou Tabitha.

Críticas e reinvenção do satanismo

Enquanto LaVey trouxe o satanismo para as vitrines da cultura pop, muitos membros do “Satanic Bay Area” não se identificam com as doutrinas dele. Para eles, o satanismo é uma forma de arte performática, uma maneira de rejeitar os valores limitantes da sociedade e afirmar sua liberdade individual. Daniel, ao explicar a filosofia por trás do grupo, ressaltou: “Muitos de nós são ateístas e não cremos em deuses, mas nossas práticas são formas de expressar nosso direito à liberdade.”

Histórias como a de Didi, que realizou um “desbatismo” (uma cerimônia rejeitando a imposição religiosa que sofreu na infância), ilustram como o satanismo pode servir como um espaço de cura e autodeliberação para aqueles que crescem sob a opressão de normas religiosas rígidas.

O papel do satanismo contemporâneo na luta política

A crescente participação de novos membros nos rituais de Satanic Bay Area pode estar ligada ao clima político atual, onde muitos sentem seus direitos sendo ameaçados. A comunidade tem se tornado um reflexo político, unindo indivíduos em resistência contra sistemas que tentam silenciá-los. Durante rituais que incluem destruição simbólica de figuras públicas, os participantes expressam sua indignação de maneira lúdica e poderosa.

Atividades como a destruição de um pinhão com o nome de Elon Musk servem como forma de protesto e um espaço para a catarse emocional. “É nossa maneira de reivindicar poder em tempos difíceis”, disse uma participante. Essa mistura de performance, arte e ativismo tem atraído tanto simpatizantes quanto curiosos, ampliando o alcance do satanismo moderno.

Uma celebração de comunidade

Em cada evento, seja um ritual de afirmação de gênero ou um momento de destruição simbólica de opressores, a essência do que é ser um satanista moderno é sobre encontrar um lugar de pertencimento. Os rituais são mais do que performáticos; são festas de comunidade onde todos podem participar e se expressar autenticamente, como evidenciado por risos e abraços compartilhados durante os encontros.

Assim, ao invés de ser uma prática sombria, o satanismo moderno se revela como um caminho de libertação e comunidade, onde cada participante se torna a estrela de sua própria narrativa, desafiando as normas e celebrando a liberdade individual.

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