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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Como as grandes empresas abordam o orgulho LGBTQ+ agora versus uma década atrás

<p> Desde 2015, o modo como corporações participam do Pride mudou drasticamente, refletindo avanços e regressões na luta LGBTQ+.</p>

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Em 2015, celebrações públicas e campanhas corporativas pelo orgulho LGBTQ+ estavam em alta, simbolizando um momento de avanços históricos, como a conquista do casamento igualitário nos Estados Unidos. Porém, dez anos depois, esse cenário revelou mudanças relevantes, que muitas vezes indicam retrocessos em relação ao compromisso das empresas com as causas LGBTQ+.

De 2015 a 2025: uma mudança na estratégia de inclusão das empresas

Campanhas de Pride: de visibilidade a silêncio

Em 2015, marcas como Target e Facebook fizeram campanhas marcantes. Por exemplo, a Target lançou a campanha #TakePride, com um vídeo de 80 segundos celebrando a diversidade, enquanto o Facebook permitia que usuários colocassem filtros de arco-íris em seus perfis, apoiando a causa cidadã.

Já em 2025, muitas dessas ações favoritas desaparecem ou diminuíram significativamente. Target mantém uma coleção de produtos de Pride, porém evita postagens e grande destaque nas redes sociais. Facebook, que na época da Lei de Casamento Igualitário apoiou publicamente, não fez nenhuma ação de destaque este ano, e a própria Meta saiu do parade de Pride em São Francisco devido ao corte em suas iniciativas de diversidade.

Visibilidade e símbolos: dos carros e campanhas às atitudes de silêncio

Na Pride de 2015, a Tesla desfilou com um modelo S decorado com a frase “Equality without exception”, símbolo de apoio explícito. Em 2025, Elon Musk, CEO da Tesla, tem postado mensagens contra o “woke” e não há ativação ou campanha de Pride por parte da marca.

Plataformas digitais e apoio público

Google, que em 2015 celebrava com doodles e campanhas de impacto, atualmente opta por uma postura mais contida. Sua homenagem de 2025 foi uma celebração à música hyperpop, enquanto o apoio às ações de Pride foi reduzido a eventos informais na Ásia, sem campanhas globais ou visibilidade extensa.

Influência das empresas e suas ações em 2025

Marcas como AT&T, Nivea, e MAC também refletiram mudanças. A AT&T, que anteriormente promovia eventos internos, decidiu reduzir a visibilidade e cancelou iniciativas de apoio público. Nivea renovou sua parceria com a PFLAG e lançou ações de Pride, já MAC seguiu firme na campanha “Viva a Pride” com uma parceria de longa data com celebridades.

Por outro lado, empresas como Coca-Cola e Starbucks permanecem ativas na promoção de Pride, com campanhas de merchandise, ações em eventos globais e apoio às comunidades LGBTQ+. Este contraste evidencia uma polarização na postura empresarial em relação ao orgulho queer na última década.

Retrocessos visíveis e o futuro do apoio corporativo

Muitos especialistas apontam que o apoio mais explícito de empresas em 2015 foi um marco importante na inclusão social, mas que o cenário atual revela uma tentativa de se adaptar às mudanças culturais e políticas, às vezes removendo o protagonismo dessas ações.

O movimento de hoje indica uma possível abrasileiramento de algumas empresas, que aparentam evitar ativismo ou preferem ações mais discretas, refletindo uma cultura mais conservadora ou estratégica.

Olhando para o futuro, a expectativa dos ativistas é que as companhias evoluam para um compromisso mais autêntico, indo além de campanhas e símbolos pontuais, e adotando uma postura de defesa constante dos direitos LGBTQ+.

Você percebe alguma mudança semelhante na sua empresa ou na sua comunidade? Compartilhe sua opinião nos comentários e continue acompanhando as tendências de diversidade e inclusão nas corporações.

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