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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Nova autópsia do corpo de Juliana Marins será acompanhada pela PF

<p> Investigação sobre a morte de Juliana Marins avança com nova autópsia no Rio de Janeiro, vislumbrando esclarecimentos e justiça.</p>

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Um perito da Polícia Federal (PF) acompanhará integralmente a nova autópsia do corpo da brasileira Juliana Marins, marcada para esta quarta-feira (2/7), no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no centro do Rio de Janeiro. A medida foi definida em audiência realizada nesta terça-feira (1º/7) com a participação da Advocacia-Geral da União (AGU), da Defensoria Pública da União (DPU) e do governo estadual do Rio.

O corpo de Juliana chegou ao Brasil no final da tarde desta terça, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e foi transportado para o Rio de Janeiro por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O traslado até o IML será feito pelo Corpo de Bombeiros do estado, sob escolta e monitoramento da PF.

Juliana morreu após cair durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, na última semana. A nova perícia no Brasil foi solicitada pela família, que busca esclarecer divergências no laudo feito por autoridades indonésias, em especial em relação ao momento da morte.

Conforme a AGU, o perito da PF prestará apoio técnico durante todo o procedimento, acompanhando de perto os trabalhos da equipe do IML. A iniciativa visa garantir rigor científico e transparência na análise das causas da morte da jovem.


Cronologia do caso de Juliana Marins

  • Sábado (21/6): Juliana Marins fazia uma trilha no Monte Rinjani e caiu cerca de 200 metros em terreno íngreme do vulcão. Buscas começaram, e a turista foi filmada por drone sentada na encosta. Nas imagens, ela ainda se mexia.
  • Domingo (22/6): O resgate foi suspenso por causa das condições climáticas na região, com muita neblina. O Itamaraty informou que estava em contato direto com autoridades locais.
  • Segunda-feira (23/6): Um drone operado por resgatistas chegou até a jovem. Ela aparecia imóvel a 400 metros do penhasco do vulcão.
  • Terça-feira (24/6): Equipes de resgate encontraram o corpo de Juliana a 600 metros de profundidade.
  • Quarta-feira (25/6): O corpo da brasileira foi retirado do Monte Rinjani, já sem vida, içada com o uso de cordas. O processo de evacuação por helicóptero não pôde ser realizado devido às condições climáticas.

Nova autópsia e expectativas

Os detalhes da nova autópsia foram homologados em audiência entre os órgãos federais e estaduais, realizada de forma virtual. A família Marins contestou a condução da primeira autópsia, feita na Indonésia, e denunciou a falta de acesso ao laudo antes da divulgação oficial à imprensa local.

Diante do novo exame, a expectativa é que a nova necropsia aponte com mais precisão a causa da morte e ajude a esclarecer se Juliana poderia ter sobrevivido por mais tempo após a queda, como sugerem imagens feitas por drones no local do acidente. Esses dados são fundamentais para a família, que espera que os resultados subsidiem eventual responsabilização por omissão ou falhas no resgate.

A Prefeitura de Niterói, cidade onde Juliana vivia, arcou com os custos do traslado internacional. A autópsia no Rio é vista pelos familiares como um passo importante para garantir justiça e respeito à memória da jovem.

A nova autópsia representa um caso emblemático que expõe as complexidades e desafios enfrentados pelas famílias brasileiras em situações traumáticas no exterior. Com a supervisão da PF, espera-se que o processo se desenrole de forma clara e objetiva, levando a respostas que possam trazer algum conforto à família Marins.

Os desdobramentos deste caso continuam a gerar repercussões nas redes sociais e na mídia, com apoiadores da família clamando por justiça e transparência no processo. A história de Juliana, marcada por sua paixão por aventuras, agora se entrelaça com a busca incansável de sua família por respostas e verdade.

À medida que o Brasil aguarda os resultados da nova autópsia, a lembrança de Juliana Marins se perpetua como um lembrete da fragilidade da vida e da necessidade de justiça para todos os que partem tragicamente.

Juliana Marins

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