Internado desde o último sábado (12), o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser submetido a uma cirurgia de emergência no intestino. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (16), Bolsonaro aparece caminhando pelos corredores do hospital e fazendo exercícios de fisioterapia com bola de basquete e tornozeleiras com peso.
Segundo o último boletim médico, o ex-presidente apresenta “boa evolução clínica, sem dor e sem outras intercorrências”, além de melhora nos exames laboratoriais. Apesar da recuperação, ele segue com alimentação intravenosa e não há previsão de alta da UTI.
Cirurgia de grande porte para tratar obstrução intestinal
No domingo (13), Bolsonaro passou por uma laparotomia exploradora — um procedimento cirúrgico de grande porte que envolveu a abertura do abdome para tratar uma obstrução intestinal. A cirurgia durou mais de 12 horas e teve como objetivo remover aderências no intestino delgado que estavam dificultando o trânsito intestinal.
Além da desobstrução, foi realizada a reconstrução da parede abdominal, reforçando a musculatura da região. O problema, segundo os médicos, é uma sequela do atentado à faca sofrido por Bolsonaro em 2018, durante a campanha presidencial.
Recuperação gradual e sem previsão de alta
O boletim divulgado nesta quarta-feira afirma que Bolsonaro continua em jejum oral, com nutrição parenteral exclusiva, e permanece proibido de receber visitas. A equipe médica mantém o foco em sessões diárias de fisioterapia motora e respiratória.
A expectativa é que a internação dure pelo menos duas semanas, a depender da evolução do quadro clínico.
Agradecimentos e silêncio nas redes
Em mensagem publicada no X (antigo Twitter), Bolsonaro agradeceu o apoio recebido por aliados e figuras internacionais, sem citar nomes: “Mesmo na UTI, sigo firme, amparado por uma equipe médica extremamente dedicada, pela minha família e pelas orações de milhares de brasileiros”.
O ex-presidente relatou que os últimos dias exigiram “silêncio, paciência e dedicação total à recuperação”.